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701 Cap 13 (Romance Gay)

Um conto erótico de Vinicius..
Categoria: Homossexual
Data: 08/11/2018 20:27:38
Nota 10.00

- Filho da puta! – Gabriel esbravejou – Doente! Se eu pego quem tá fazendo isso eu juro que mato!

Falou após ver a gravação.

- Você não faz mais nada ouviu bem, Benjamim, mais nada só – Disse olhando nos meus olhos – Eu vou te deixar e buscar no trabalho, se você for à esquina eu vou com você. Mas você não fica um minuto só!

O bilhete não saia da minha cabeça.

- Ele conseguiu o que queria, me deixar refém dele, eu tô preso dentro da minha própria casa, não posso nem sair de casa só.

- Você não acham melhor a gente ir na policia, denunciar, fazer algo? – Pedro falou.

- Cara, eles vão fazer o que? Colocar dois policiais de guarda aqui na porta? Não, né! – Olhei para ele – Eu realmente não sei o que fazer, eu tô me sentindo acuado.

- Se a gente tentar falar com o Kadu?

- Sabe lá Deus onde o Kadu tá, ele só falou que teria que viajar a trabalho e também não vou ficar importunando ele com isso.

Levantei indo para o meu quarto.

- Ben, você ficou com raiva? – Gabriel apareceu logo depois.

- Não é isso, Gabriel, eu tô quase pirando com tudo que vem acontecendo, eu só quero paz e nada mais, quero que isso acabe, quero voltar a ter minha vida normal.

- Eu sei, Ben, eu também fico mal com tudo isso que vem acontecendo, mas diferente de você eu explodo, coloco pra fora.

Cheguei perto dele e o abracei.

- Promete que nunca vai me deixar?

-Nunca, sempre vou tá ao seu lado, Ben...

Tentei deixar todos os problemas realmente para fora de casa, passamos o sábado no quarto, no domingo fomos almoçar com os pais dele. A rotina volta ao normal na segunda, Gabriel foi me deixar no trabalho e no final ele me esperava em frente ao escritório. Na terça a noite ele me deixou em casa e depois foi até a casa dele falar com o pai sobre um assunto que eu não perguntei o que era. Estava no meu quarto quando o Pedro apareceu.

- Ben, posso falar contigo?

- Claro, Pedro entra ai.

Sentou-se na beira da minha cama, ficou olhando para as mãos, ele parecia nervoso.

- É que eu não sei por onde começar.

- É algo grave?

- Não... Você sabe o quanto eu gosto de você e desde quando eu cheguei aqui e principalmente vim morar aqui, você passou a ser a minha família e eu não acho nada mais junto que você fiquei sabendo logo no começo.

- Tô ficando preocupado, Pedro.

- Eu e à Clara depois de muito conversar decidimos morar juntos...

- Que maravilha, Pedro, vai ser um prazer em ter à Clara morando aqui.

- Pois então... Vamos morar em outro lugar, eu vou sair do apartamento, Ben.

Confesso que eu não esperava ouvir aquilo dele. Pedro já era da família como ele mesmo disse.

- Mas vocês podem ficar aqui...

- Eu sei que você não seria contra, Benjamim, mas a casa é sua, você é o dono, mesmo a gente dividindo as contas ela é sua e também nós queremos um lugar só nosso. Nesse tempo que eu passei aqui conseguir juntar uma grana boa, que talvez de pra usar como entrada em algum móvel.

- Mas...

- Ben – Ele segurou minha mão - Não vai ser amanhã e nem semana que vem, se tudo de certo só ano que vem faremos isso, ainda tenho que pedir a mão dela em casamento e isso é o mais difícil.

- Que lindo...

O abracei, rimos e ficamos conversando sobre os planos que eles pretendiam fazer. Na quinta, fui almoçar só. Sair um pouco mais tarde do horário habitual, o restaurante no qual eu frequentava estava mais cheio que o normal, fui para a fila e escolhi o que comeria, avistei um mesa de dois lugares livre, fui até ela e sentei. Peguei meu celular que vibrava, era um ligação do Pedro.

- Fala, Pedro, aconteceu algo?

- Sim, eu tô indo viajar – Ele falava com a voz afobada – Minha mãe sofreu um acidente de carro, ao que parece não foi nada grave, mas eu tô indo pra minha cidade.

- Meu Deus, cara, espero que fiquei tudo bem com ela. Tá indo agora?

- Sim, acabei de chegar em casa e só vou por umas coisas na mala e ir pro terminal.

- Melhoras pra tua mãe, vou ficar na torcida pra ela se recuperar logo.

- Brigado, Ben, quando voltar à gente se fala.

- Até mais, Pedro.

Desligamos e fiquei pensando no tamanho da preocupação que ele estaria.

- Posso sentar aqui?

- Claro – Olhei para o homem que perguntava – John?

- Oi, Ben – Sentou-se sorrindo – Não imaginaria encontrar você aqui.

- Eu muito menos – Olhei para ele – O que conta de bom?

Perguntei por pura educação.

-Vou bem, acabei de conseguir um emprego – Falou animadamente.

- Que ótimo – Respondi tentando fingir uma animação que não existia – Onde é?

- Num espaço de Crossfit que vai ser inaugurado ainda, tô bem animado – Sorriu – E você o que conta de bom?

- Nada... Realmente nada!

- Você sempre almoça aqui?

- Sim, trabalho no prédio espelhado da esquina.

- Que coincidência, o local no qual vou trabalhar fica a duas ruas daqui, acho que vamos no ver com frequência – Disse segurando minha mão.

Sorrir sem graça pelo gesto dele e logo tratei de tirar minha mão. Voltamos a conversar sobre trivialidades, quando ele comentou sobre uma inauguração de um pub que seria nesse sábado.

- Vai ser bom, Ben, cerveja gelada, pessoas bonitas e outras coisas...

- Não sou muito fã de sair de casa, ainda mais num sábado! – Mentir para ele.

- Benjamim, qual é? Eu acho que eu te conheço um pouco e sempre te vejo junto do Gabriel nas festas, mas cê bem que tenho visto vocês poucas vezes a noite.

- Trabalho, John – Ensaiei um sorriso – Essa vida adulta é complicado e por falar nela tenho que ir nessa – Levantei.

- Mas pensa com carinho pelo convite que eu te fiz, leva o Gabi junto também.

- Vou falar com ele se der a gente vai, até mais John.

- Bom trabalho, Benjamim.

Eu me perguntava até onde ia à cara de pau das pessoas? O cara nunca falou comigo e do nada me trata com se tivesse uma grande intimidade? Ia “conversando” comigo mesmo enquanto voltava para o trabalho. Como todos os dias daquela semana assim que sair do escritório Gabriel me esperava, caminhei até ele que sorria, o abracei e lhe de um beijo rápido.

- Bora tomar um sorvete, Ben? – Falo ainda abraçado a mim.

- Cê adivinhou meu pensamento.

- Eu sempre adivinho, Benjamim, estou sempre um passo a sua frente.

- Ah é? Bem o que eu tô pensando agora?

Ele olhou pra mim e franziu o cenho e colocou a mão no queixo.

- Estou quase cancelando o sorvete e indo pra casa pra fuder com o Gabriel que é gostoso.

Ria alto com o que ele falou

- Ah, Gabriel... Eu te amo por isso!

- Como é Benjamim, você o que? – Perguntou sorrindo.

- Eu... – Sentir um desconforto na barriga – Amo você...

- Você é tão lindo com vergonha, Ben... – Colou sua boca ao meu ouvido - Eu também amo você! - Sussurrou.

Segurei o seu rosto e o beijei.

- Olha a compostura, Benjamim. Você tá em frente ao seu trabalho, pelo menos espere para entrar no carro.

Rimos, saímos de lá e fomos em direção à orla, pedimos nossos sovertes e fomos em direção ao mar, sentamos em um dos bancos ficando olhando o final de tarde.

- Você tá melhor?

- Sim – Mentir – Nada de ruim vai acontecer.

- Sim, Ben, nada vai acontecer.

- Vai, sim – Mordi o sorvete dele – É meu – Falei como a boca cheia.

- Porra, Benjamim – Riu – Cê comeu quase tudo.

- Oxi... – Segurei seu rosto – Fica triste não – O beijei.

- Hum... isso é bom! Me deu umas boas ideias.

Depois desse sorvete fomos toma uma cerveja. Já era quase noite quando entramos em casa, minha calça estava só areia da praia.

- Tá sujando todo o chão de terra, Ben.

O puxei pela camisa e o beijei

- Deixa isso ai tem uma coisa melhor pra eu fazer contigo.

- Tem é? – Me abraçou – Me mostra!

- Bora lá no quarto que eu te mostro.

Acordei por volta das sete da manhã daquela sexta, simplesmente havia perdido o sono. Fiquei enrolando um pouco na casa, vi o Gabriel dormindo ao meu lado, levantei e sair do quarto. Abrir a porta da sacada fazendo com que o barulho da rua entrasse em casa, preparei o café logo o Gabriel surgiu me abraçando por trás.

- Bom dia...

- Bom dia, Biel.

- Não sei como você aguenta acordar todos os dias cedo, Ben – Reclamou.

- Acostumei, mas se você quiser pode voltar a dormir, posso ir sozinho pro trabalho.

- Nem pensar, eu te levo, nem sono eu tenho.

Fui até ele e sentei em seu colo onde em seguia o beijei.

- Brigado por tudo.

- Não tem o que agradecer, Ben...

No sábado pela manhã enquanto eu fazia o café meu celular começou a tocar, era meu pai.

- Oi, Pai.

- Bom dia, Ben... – Ouvir a voz dele me tranquilizou – Cê ta bem, meu filho?

- Tô... Só uns problemas por aqui...

- Quais problemas, aconteceu algo, tô achando sua voz estranha.

- Não pai, são problemas relacionados ao trabalho – Tratei de mudar o rumo da conversa – Mas e por ai? Como estão as coisas?

- Sem grandes novidades, liguei porque eu acordei com uma saudade sua, Ben...

- Também sinto muita saudades de vocês – Sentei em cima da mesa da cozinha – Eu prometo que eu vou ai antes do fim do ano!

- Venha mesmo, seus avos estão reclamando que você os esqueceu e outra coisa, Ben, a cidade não mudou de lugar Menos de três horas você chega - Riu.

- Eu também tô... Mas prometo que eu apareço o mais rápido possível.

- Estou mais tranquilo depois de ouvir sua voz, eu te amo, Benjamim.

- Eu também amo vocês, pai.

Sentir uma angustia ao fim da nossa conversa.

- Ouvir você conversando com alguém – Gabriel entrou na cozinha.

- Sim, meu pai me ligou – Falei desligando o fogo.

- O que o sogrão queria?

- Saber se tava tudo bem, falou que meus avos estão com saudades, prometi que iria fazer uma visita a eles – Falava enquanto colocava a água no coador do café.

- Vamos sim, Ben, você já reparou que a gente só vai a Santa Luiza juntos quando é datas comemorativas?

- Ou quando alguém morre...

- É tem isso, mas eu prefiro as datas comemorativas e por falar em bebida – Riu – Que tal a gente saí mais tarde? Fiquei sabendo da inauguração de um pub, bora chega lá?

- Te confesso que não tô com animo pra sair de casa, mas se você a gente pode ir...

- Não é se eu quero ir, Ben, e sim nós sairmos um pouco, esfriar a cabeça.

- Tá, nós vamos, cê tem razão!

Falei mais por ele do que por mim. Tomamos nosso café e basicamente não fizemos mais nada no resto do dia, à noite enquanto nós íamos para o pub ele me falava animadamente sobre um projeto que ele é um amigo do local onde ele trabalhava estavam pensando em fazer.

- Fico feliz em te ver animado, Biel...

- É bom ser independente, Ben, fazer o que nós realmente queremos fazer, sem ter quer cumprir metas e ordens.

Assim que chegamos lá ele avistou alguns amigos que estavam na casa dele no dia do churrasco. Fomos ates eles que de certa forma foram educados.

- Aquela comida de rabo que o Gabriel deu nele deve ter funcionado – Pensei comigo mesmo.

- O Júnior tá chegando ai.

- Que ótimo! Vamos beber algo?

- Vamos... – Ele se levantou.

- Não, espera ai, fica ai que eu vou lá.

Enquanto eu esperava na fila sentir algo tocando no meu ombro, olhei e vi o John que sorria.

- Opa...

- Fico feliz que você veio, digo vocês – Falou próximo ao meu ouvido.

- Vim porque o Gabriel quis vim!

- Você tá bonito hoje, Benjamim.

- Brigado!

- Você sempre é assim, arredio?

- Só com quem eu não dou confiança – Forcei um sorriso.

- São os melhores...

Pude ouvi-lo dizer, mas não dei confiança pedir as cervejas e voltei para a mesa, Gabriel agradeceu com um selinho. Fiquei meio sem reação por ele ter feito isso na frente dos amigos, mas achei extremamente louvável o seu gesto. Ficamos conversando quando o júnior chegou, ele sentou ao lado do Gabriel. Parei no terceiro copo, já que alguém teria que dirigir, Gabriel ria e falava alto. Meu celular começou a tocar, pedir licença e fui para a parte de fora.

- Alô? – Ninguém respondeu – Tem alguém ai?

Desligaram, o número eu não conhecia, resolvi esperar mais alguns minutos lá fora para ver se voltavam a ligar outra vez. Quando decidir retonar, quase esbarrei com o John que estava atrás de mim.

- Licença, John

- Opa – Colocou o braço na minha cintura – Calma, Benjamim, bora troca uma ideia ou outras coisas o Gabriel não precisa saber.

- Tá ficando doido? – O empurrei – Encosta essa tua mão imunda de novo em mim pra ver o que te acontece!

- Vai fazer o que? – Segurou meu braço – O viado vai contar pro namoradinho? – Me encarou – Sei muito bem qual é o teu joguinho, fica fazendo charme, mas tá doido pra levar pica, ser minha vadia na cama.

Voltei a empurra-lo e sair de perto dele. Entrei no pub e voltei para a mesa que nós estávamos, reparei que o Gabriel tava com a expressão séria, sentei ao seu lado e coloquei minha mão na sua perna, mas ele tratou de tira. Estranhei, mas não falei nada ele se levantou e foi ao bar, voltou com uma cerveja em mãos. Num único gole bebeu mais da metade do líquido.

- Aconteceu alguma coisa?

- Ainda não sei... – Me encarou – Tô querendo ir embora, você vai aqui ou vai comigo?

- Se você quer ir então vamos!

Levantou-se e saiu sem se despedir das pessoas. Júnior se aproximou com um ar de confusão no rosto.

- Aconteceu algo? – Perguntou.

- Também tô querendo saber, Júnior, ele ficou estranho do nada, ele te falou algo?

- Não, Ben... Nós estávamos conversando normalmente quando eu disse que ia ao banheiro.

- Enfim... Deixa eu ir atrás dele se não é capaz dele me deixar aqui – O abracei – A gente se fala.

- Até mais, Ben.

Corri atrás do Gabriel que já entrava no carro. Fomos o caminho todo em silêncio, sua expressão era séria, como se tivesse com raiva. Estacionou o carro e saiu sem me esperar.

- Que merda tá acontecendo – O olhei entrando pela portaria – Gabriel sendo Gabriel...

Saí do carro e fui atrás dele, entramos no elevador onde ele saiu por primeiro. Coloquei a chave na porta de casa e respirei fundo abrir e entrei sendo seguido por ele, caminhei até a cozinha onde peguei um copo de água e voltei para a sala. Gabriel permanecia próximo a porta.

- Não sabia dessa tua intimidade com o John! – Perguntou sem se mover.

- Que intimidade, Gabriel? O conheço por ser teu amigo e a ultima vez que “conversei “com ele foi na tua casa e hoje foi ele que veio com um papo furado pro meu lado.

- Porque você tá mentindo Benjamim?

- O que, Gabriel? Cê tá querendo insinuar o que?

- Não quero insinuar nada. Eu tô dizendo que você é um vi – Falou se exaltando.

- Então me diz o que tu viu?

- Quer saber o que eu vi – Pegou o celular do bolso e fico mexendo nele quando se aproximou de mim – Isso que eu vi – Colocou o celular na minha cara – Tu é o John e nem vem dizer que não tem intimidade porque tem foto de vocês segurando a mão um do outro.

- Cê tá louco? – Tirei o celular da minha cara

Quando ele segurou meu rosto com suas mãos.

- Diz que eu tô louco, Benjamim, diz que você tem nada com ele?

O empurrei.

- Eu não tenho porra nenhuma e nunca tive nada com ele. Nós só almoçamos juntos por...

- Ah... – Me interrompeu - Agora você almoçou com ele, mas pra quem acabou de dizer que só tinha conversado com ele na minha casa do nada apareceu um almoço, o que mais será que não tem por trás que não vá surgir depois.

- Você tá ficando louco, Gabriel...

- Eu tô ficando louco, Benjamim? Meu primo me mostra fotos onde meu namorado tá de mãos dadas em um restaurante com meu amigo e eu tô ficando louco – Riu- Se não foi nada como você diz então porque você não me contou?

- Porque eu não vi finalidade! Foi só a porra de um encontro sem importância...

Mas parecia que ele não ouvia nada do que eu falava, andava de um lado para o outro na sala.

- Bem que me avisaram, viado é uma raça promiscua! Não pode sentir cheiro de macho que corre atrás. Eu confiei em ti, Benjamim. E só foi eu dar as costas que tu se ofereceu como uma vadia de esquina pro primeiro macho que chegou junto.

O Segurei pelo pescoço com uma das mãos e o encarei.

- Presta muito bem atenção na merda que tu tá falando.

- Qual é? O viado vai querer bancar o macho agora?

- Mas antes eu ter ficado com ele quando me pediu, ai tu teria motivo pra falar de mim!

Dois impactos eu sentir! O primeiro do soco que ele deu em meu rosto e o segundo foi do meu corpo no chão. Sentir algo ser quebrado! Algo dentro de mim se quebrou, mas não era algo físico! A pessoa que eu mais amava a quem eu entreguei meu coração, a parte mais vulnerável que eu possuía era a mesma que quebrava ele.

- Ben – Sentir seu desespero ao toca meu rosto – Meu Deus, Benjamim, desculpa! Eu não sei o que deu em mim – Começou a beijar meu rosto e boca – Que merda eu fiz! Eu... Benjamim – Me abraçou – Me perdoa, amor!

Amor! Aquela tinha sido a primeira vez que ele me chamava de amor. Uma palavra que eu tanto esperei ele falar veio com um sentimento ruim e em um momento completamente diferente do qual eu imaginei. Levei minhas mãos até o peito dele onde o afastei de mim. Olhei para o seu rosto e foi a primeira vez que eu vi aquela expressão: O semblante de medo que ele possuía era novo para mim, mas também indiferente. Levantei e me afastei dele.

- Quando sair fecha a porta!

Sentir ele segurar minhas duas pernas.

- Não faz isso, Amor... – Começou a chorar.

Sentir nojo da segunda vez que ouvir essa palavra saindo da boca dele. Empurrei com ele com uma das minhas pernas.

- Ben...

- Você matou a nossa amizade pelo o que Gabriel? Por causa de um achismo do filho da puta do teu primo? – O segurei pela camisa levantando do chão – Some da minha casa! Some da minha vida! Eu morri pra você a partir de hoje.

- Pelo amor de Deus, Benjamim – Se aproximou – Eu...

O empurrei fazendo ficar longe de mim.

- Vai embora! – Gritei – Eu nunca mais quero te ver!

Ele ficou algum tempo olhando para mim, pude ver as lágrimas escorrendo pelo seu rosto, deu as costas e saiu do meu apartamento sem dizer mais nada. Alguns segundos depois pude ouvi-lo chutando a porta do elevador algumas vezes. Sentir algo quente escorrer pelos meus dedos. Olhei para minha mão e vi sangue! Não havia percebido, mas com a queda acabei me cortando quando o copo quebrou. Tirei minha camisa e a enrolei na minha mão. Ajoelhei me encostando a lateral do sofá e sentir a primeira lagrima cair do meu rosto, logo em seguida vieram outras.

O Gabriel tinha me proporcionado os maiores extremos da minha vida. O positivo onde eu pela primeira vez amei alguém de verdade, de forma sincera, pura, por um momento achei que seriamos felizes, mas naquele momento mostrava o negativo a dor que somente quem a gente ama é capaz de fazer, uma dor na qual eu nunca pensei que pudesse existir, meu corpo todo doía, mas o centro dela era meu coração.

- Ben?

Olhei para a porta de casa e vi o Kadu. Passei a mão no rosto limpando as lágrimas.

- Opa, Kadu – Fiz menção em levantar, mas desistir – Tá tudo bem? Tá precisando de algo?

Ele entrou no meu apartamento olhou para o local onde o vidro estava quebrado.

- Cara eu não quero ser inconveniente, mas eu acabei ouvido à briga de vocês... – Sua voz saia suave.

- É... Desculpa – Respirei fundo - Foi mal mesmo se a gente te acordou.

- Não, vocês não me acordaram! Eu cheguei agora pouco de viagem.

- Ah sim...

Tirei meus olhos do seu rosto, a pena que ele demonstrava em seu olhar me fez sentir vergonha. Kadu foi se aproximando até ajoelha-se na minha frente.

- Ben? – Ele segurou meu queixo me fazendo olhar para ele – Ele te bateu?

- O soco foi o de menos! O que mais tá doendo e aqui dentro! Ele ter desconfiado de mim – Uma lágrima escorreu – Cara, não me leva a mal, mas eu não quero falar disso.

- Pow, eu que tenho que pedir desculpas. Só que eu realmente fiquei preocupado contigo – Ficou de joelhos na minha frente.

- Valeu! Tirando o olho que certeza que vai ficar roxo o resto passa, tudo vai ficar bem... – Tentei rir com a incerteza da afirmação que eu fiz.

Abaixei meu rosto e não disse mais nada. Sentir os braços do Kadu me puxando pra junto dele em um abraço. Foi mais forte que eu! Chorei! Chorei de decepção, de raiva, tristeza e principalmente por amor. Passei um bom tempo abraçado a ele, até conseguir me acalmar. Me afastei dele e sorrir sem graça.

- Molhei tua camisa! – Passei a mão no local.

- Não tem problema, Benjamim – Segurou minha mão – Cê tá melhor?

- Não, mas vou ficar...

- Isso na tua mão foi ele?

- Eu cortei com a queda que eu levei – Olhei para a camisa que de branca estava vermelha - O copo quebrou na minha mão...

- Você não quer ir ao hospital?

- Não... Não precisa! Eu só preciso por as ideias no lugar...

Sentir seus dedos tocarem meus cabelos. Olhei para o rosto dele que estava calmo, fiquei olhando para ele por todo o tempo que ele fazia o quase cafuné em mim.

- Você é tão bonito, Ben!

Vi seu rosto se aproximando do meu até sentir sua boca tocando na minha. O Beijo que recebi dele foi doce, calmo e inapropriado.

- Não – Coloquei a mão em seu peito – Desculpa, Kadu...

- Eu que tenho que me desculpar, Ben, você não estar num momento bom.

Segurei seu rosto e o beijei onde fui retribuindo. Não fazia ideia do que eu estava fazendo, porém sentir necessidade em fazer aquilo! Ele segurava meu rosto com delicadeza controlando o beijo. Foi quando ouvir a voz do Gabriel na minha cabeça.

- Não – Tornei a me afastar dele.

Olhei ao meu redor e depois para o rosto dele.

- Eu preciso ficar só...

- Tudo bem – Beijou minha testa – Mas precisando de qualquer coisa não exite em me chamar.

-Tudo bem.

Ele levantou-se e me ajudar a levantar. Eu o abracei e agradeci, pude observá-lo sair de casa, respirei fui e caminhei em direção à sacada onde fiquei admirando a noite daquele final de outubro que estava linda. Fechei os olhos sentindo a brisa refrescante passar por mim. Fiquei aproximadamente vinte minutos pensando no que tinha acontecido, limpava as lágrimas que teimavam em cair, respirei fundo e voltei pra sala. Fui até a porta da sala que continuava aberta e a fechei, recolhi os cacos de vidro os deixando em cima da mesa, caminhei para o meu quarto onde ascendi à luz e entrei. Fiquei um tempo em pé, depois de uma noite conturbada o silêncio pairava sobre a casa. Uma corrente de vento entrou pelo local fazendo com que a cortina balançasse, repirei fundo e caminhei até o espelho. No meu rosto pude ver o local onde o Gabriel me bateu.

A dor do corte na minha mão começava a se intensificar, tinha que limpar e fazer um curativo correto. Faria isso depois que toma-se banho, fui até o guarda roupa, percebi que minha toalha não estava no local que eu costumava deixar. Virei meu corpo quando parte do meu rosto, na região do nariz e boca foram tapados por um pano, sentir um forte cheiro entrando. Vi uma espécie de meia fina marrom junto com um casaco preto cobrindo o rosto, quanto mais eu tentava respirar mais o cheiro doce misturado com álcool eu inalava. Tentei me soltar, me debati contra o corpo de quem fazia aquilo, mas não tinha forças para conseguir me livrar, minha vista foi ficando turva até que perder a consciência.

Meu corpo foi despertando do inconsciente ao poucos. Uma forte luz amarela iluminava o local, as paredes eram revestidas por uma espécie de esponjas. Tentei me mover, mas não conseguia, meu corpo estava amarrado a uma cadeira. Minhas pernas e braços com fitas e cordas, meus braços para trás amarrados. Minha boca era vedada por uma fita grossa. Meu desespero aumento ainda mais quando vi o que estava ao fundo do local. Era ele, o cara que me perseguiu no estacionamento, o cara das filmagens próximo à porta do meu apartamento. Ele estava sentando no canto do cubículo no qual estávamos. Seu rosto eu não conseguia ver, mas sabia que ele me olhava. Ficou em pé, fazendo com que meu coração acelera-se, poucos passos foram necessário para que ele colocasse a cadeira que arrastava junto a minha frente, sentou-se outra vez e cruzou os braços. Tentava de toda forma me livrar, quanto mais me mexia mais sentia dor. O medo tomou contar de mim, comecei a chorar, quando ele inclinou seu corpo para frente levantando sua mão até meu rosto onde limpou as lágrimas. Logo em seguida puxou a fita fazendo com que minhas bochechas e bocas ardessem.

- Socorro! – Gritei.

Ele voltou para a posição de antes e cruzou o braço. Tornei a gritar, chamar por ajudar ou por alguém que pudesse me ouvir. Então comecei a ouvi-lo rir. Sua risada era de alegria, como se meu desespero fosse seu prazer.

- Me deixa ir embora, por favor – Supliquei.

Ele balançou a cabeça negando.

- Se for dinheiro talvez eu consiga, qual o valor?

Levanto-se da cadeira rapidamente e segurou meu rosto, encostou o seu ao meu e me cheirou. O Cheiro do perfume me aguçou os sentidos, eu conhecia muito bem aquele aroma! Era o perfume que o Gabriel usava! Entrei em desespero, seu toque era bruto! Esfregava a meia que revestia seu rosto contra minha pele, segurava meus cabelos com força, fazia aquilo como sentisse necessidade. Conseguia sentir sua inspiração longa toda vez que seu nariz passava próximo ao meu ouvido. Da mesma forma que ele se aproximou se afastou. Pegou a fita adesiva e colou outra vez na minha boca. Tentei me livra, enquanto ele caminhava para a porta do local.

- É só o começo, Benjamim – Disse saindo do local.

Pra que não me conhece eu me chamo Vinícius, já contei a minha história aqui, só clicar no meu nome pra ler, mas como muitos pediam pra eu criar uma história então eu resolvi fazer isso. Se tu gostou e quer ler mais me segue lá no wattpad http://wattpad.com/user/viiniiciiusp .Tô escrevendo e postando uma história lá. Dá lá essa moral rsrs. Eu tô postando toda segunda e quinta.

PS: História completa, finalizada no wattpad.

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10/11/2018 00:46:53
Gabriel?




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