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INSÔNIA - Cap. Final - A COROA GOSTOSONA

Um conto erótico de Ehros Tomasini
Categoria: Heterossexual
Data: 11/10/2018 00:35:10
Última revisão: 11/10/2018 22:32:49
Nota 10.00
Assuntos: Anal, Oral, Heterossexual

INSÔNIA - Cap. 08

Só depois que o telefone tocou várias vezes é que o sargento ouviu a voz feminina do outro lado da linha. Identificou-se:

- Oi, doutora. É o sargento Ferreira. Sei que pediu para eu não te ligar, mas a coisa é urgente.

- Porra, ainda bem que meu marido não acordou. Não podia esperar para me ligar amanhã?

- Não. Recebi ordens de te prender.

- O que disse?

- Isso mesmo. O comissário andou falando com a UFRPE e descobriu que você não tem autorização da universidade para fazer experiências com humanos. Vão te prender como cúmplice de assassinato. Mas eu posso te livrar da prisão, se você não for pega já. Mandaram uma viatura, neste momento, para te prender em casa. Fuja já daí. Vá para aquela casa de praia onde nos encontramos e eu te encontro lá. Te levo para algum lugar onde possa ficar em segurança.

- Está bem. Daqui a meia hora estarei lá. Não me faça esperar, por favor.

Assim que desligou, a mulata ligou para um número da sua agenda. Quando atenderam, falou:

- Não diga nada, pois não temos tempo. Eu sei que foi você quem matou a coroa e a jogou na frente do Horto. Estamos em perigo. Você vai ter que matar novamente. Depois, nós dois fugimos juntos, como você sempre quis. Vá armado e me espere lá na casa de praia. Estarei lá em meia hora.

Antes que a pessoa que recebeu a ligação dissesse algo, ela desligou. Estava afobada. Todos os seus planos estavam sendo destruídos. Precisava fugir. Porém, não faria isso com o sargento, apesar de ter gostado de transar com ele. Mas não iria trocar o amante de longas datas pelo militar. Pegou umas poucas mudas de roupa, colocou tudo numa sacola e saiu sem sequer dar um beijinho no marido adormecido. Não gostava mais dele. Só não o deixara ainda por temer sua índole violenta. O cara era militar do Exército e decerto a mataria, se desconfiasse de que era traído. Colocou as sacolas no carro e deu partida. Saiu devagar, para não fazer muito barulho e acordar o oficial das Forças Armadas.

O que ela não sabia era que o marido já estava acordado desde que ouvira seu celular tocar. O sujeito fingiu dormir mas ficou ligado no que ela falava. Já havia um tempo, vinha desconfiado de que era traído pela mulata. Trincou os dentes de ódio, quando ouviu o barulho do motor do carro dando partida. Mas não tinha pressa. Ouvira ela marcando com alguém na casa de praia que tinham em Olinda. Daria um tempo para flagra-la com o amante lá.

Quando a doutora Moacyra chegou na casa de veraneio, o sargento já a esperava afobado. Estava à paisana e tinha várias sacolas de mantimentos na mão. Deu um longo beijo nos lábios da mulata e entregou as sacolas a ela. Disse:

- Nem precisa sair do carro. Vamos embora daqui. Te levo até João Pessoa e te deixo hospedada em algum hotel de lá. Amanhã, vou te buscar para te levar para um lugar mais escondido que mantenho alugado naquela cidade.

- Tudo bem, mas vou ter que entrar na casa. Preciso pegar algumas coisas lá dentro. Me espere aqui. Volto logo.

O sargento estava tão agoniado que nem discutiu com ela. Também não viu um carro parar mais adiante e dele descer um cara. Quando percebeu, o sujeito veio em sua direção mas estava bem vestido e não parecia suspeito, então o sargento relaxou. Foi o erro do sargento Ferreira. Levou três tiros à queima-roupa. Morreu de olhos aboticados, sem entender o que estava acontecendo.

Dentro da casa, a médica ouviu os disparos. Como já era quase meia-noite, a rua estava deserta àquela hora. Não se apressou. Continuou escolhendo alguns sapatos para levar na fuga. Não convinha deixar o sargento vivo. Ele poderia rebelar-se e a delatar mais tarde, quando soubesse que não era exclusivo dela. O seu amante deveria estar esperando por ela do lado de fora, depois de atirar no sargento. Terminou de ajeitar as sacolas e saiu tranquilamente. Quando ia trancar a porta por fora, assustou-se com a presença de um sujeito que a olhava de forma furiosa. Ela apavorou-se, quando viu a pistola na mão do cara. Quando ia gritar por socorro, recebeu três tiros no peito. Morreu com uma expressão de surpresa no rosto.

O assassino olhou em volta e assegurou-se de que não tinha sido visto. Pegou a chave caída junto dela e abriu a porta. Carregou-a até a cama. Deitou-a lá, sem tirar-lhe as roupas. Depois, voltou para a frente da casa e pegou o cadáver do sargento. Carregou-o no ombro até o interior da residência e jogou-o ao lado da mulata. Os dois ficaram deitados lado a lado, ambos sujos de sangue. O sujeito continuou seu serviço. Limpou cuidadosamente todos os pingos de sangue do chão, desde onde tinha assassinado o sargento. Deixou as chaves dos dois carros no bolso de cada um dos defuntos, após limpar as impressões digitais delas. O assassino já vinha planejando aquilo havia algum tempo, desde que desconfiara da esposa traidora. Depois, colocou todos os molambos utilizados para limpar o sangue em um saco plástico grande de lixo, atou-o a uma pedra e jogou-o ao mar, que ficava bem perto. Finalmente, trancou a casa com os cadáveres dentro e foi-se embora. Depois, se livraria da arma do crime, que era "fria", sem numero de série ou qualquer outra identificação.

E P Ì L O G O

O diretor do Horto, o senhor Rosalvo Melo, ainda amava a ex-esposa. A coroa gostosona o deixava maluco com suas traições, mas adorava fazer sexo com ela. Depois de várias tentativas, conseguira marcar um encontro com a amada em seu apartamento em Olinda. Sabia que ela tinha um amante que era taxista. Flagara-a várias vezes aos beijos com ele. O cara a levava da casa da filha (que ele odiava por ser tão "galinha" quanto a mãe) para Olinda, a troco de uma foda com ela. Por diversas vezes, Rosalvo esperara escondido perto da casa dela, mas não tivera coragem de brigar com o cara pelo amor da ex-mulher. Anotou a placa do taxista e engendrou um plano assassino: iria matar os dois. Antes, porém, daria uma última foda com ela. Já era casado com outra, mas a coroa não lhe saía do pensamento. Investigou e conseguiu o número do celular do taxista. Ligou para ele. O cara fazia ponto na frente do Hospital Agamenon Magalhães. Ele disse que estava com o carro quebrado perto do Horto de Dois Irmãos e precisava de um táxi. O pobre taxista, doido para descolar uma corrida, nem perguntou como ele tinha seu número. Quando chegou perto do Horto, o cara o esperava perto do carro estacionado num local ermo, como dissera por telefone. Tinha uma fotografia nas mãos e a mostrou ao taxista. Perguntou:

- Conhece?

O profissional do volante deu um riso safado. Respondeu:

- Essa coroa é uma puta safada. Todas as vezes, liga para mim e diz que está sem dinheiro. Eu a levo para a casa dela, em Olinda, e damos as melhores trepadas dentro do carro. Às vezes ela me chama para dentro da residência. É quando nem ligo se ainda preciso ganhar dinheiro. Passo a noite com ela.

O diretor do zoológico se conteve. Disse pro cara:

- Pois eu te dou uma grana preta se você ligar para ela e marcar na casa de Olinda hoje. - Disse Rosalvo, já na intenção de matar o casal.

- Hoje não dá. Ela me disse que iria passar a noite na casa da filha.

- Tente. Se ela topar, você ganha o que eu te disse.

- Porra, cara, por que tudo isso?

- Eu quero foder com ela, mas sou tímido -, mentiu o diretor - Porém, hoje estou cheio de coragem. Nem que tenha de pega-la à força.

- Não vai ser preciso, cara. Se quiser, eu a convenço a trepar contigo.

- Se fizer isso, ganha uma grana extra.

- Quanto está disposto a me pagar?

- Duzentos paus, está bom?

- Fechado. Agora, deixa eu ligar pra ela.

O taxista pegou seu celular e fez a ligação. Marcou com ela na frente da casa, em Olinda, mas não disse nada sobre o cliente. Ela topou. Quando o profissional terminou a ligação, o diretor do Horto o esfaqueou várias vezes de surpresa. Certificou-se de que não havia sido visto, àquela hora da madrugada, e pegou as chaves e o carro do cara, deixando o seu próprio carro lá. Qualquer coisa, diria que teve o carro roubado e o abandonaram ali. O coração queria sair pela boca. Fazia uns três dias que não dormia, aliando a insônia que há muito o afligia com a adrenalina de matar o amante da esposa. Ela também teria o seu quinhão na vingança que ele planejara. Encostou o táxi em algum lugar longe do Horto e ligou para a ex-mulher. Conseguiu convence-la de se encontrar rapidinho com ele na frente de casa, em Olinda, para discutirem a relação. Mas ela não iria ficar com ele. Disse que já tinha marcado um encontro com outro. Ele aceitou a condição. Rumou para onde ficava o ponto de táxi do cara assassinado, na frente do HAM, perto de onde a filha morava e sabendo que a coroa estava lá, querendo ganhar coragem para ir à casa dela e mata-la.

Qual não foi a sua surpresa ao ver a coroa boazuda descer e beijar o taxista, bem no ponto onde ele estava? Ficou com ódio do motorista de táxi que recebeu o beijo, mas aquietou-se. Quando ela entrou no carro em que ele estava e o reconheceu, ficou cismada. Ele disse:

- Vamos antes lá no Horto, onde você sabe que eu trabalho. Quero te mostrar uma coisa. Depois, te levo na tua casa em Olinda, tudo bem?

- Leva, mesmo? De quem é este taxi?

- É do teu amante. Ele me alugou até de manhã. - Mentiu - Está me esperando na casa de uma nega dele, lá em Dois Irmãos.

- Aquele safado. Eu bem que sabia que ele era cheio de raparigas. Vamos. Quero fazer uma surpresa a ele.

- Não quer me dar uma chupadinha até chegarmos lá? Eu estou carente.

- Você tem o pinto pequeno. Sabe muito bem que adoro homens de paus grandes. E que olheiras são essas?

- Insônia. Tenho estado várias noites sem dormir. Mas também tenho feito um tratamento. Meu pau está bem maior que antes.

- Só acredito vendo.

Ela espantou-se quando ele botou o pênis para fora das calças. Ficou contente. O pau do cara estava enorme e grosso. Colocou-o na boca. Masturbava-o, enquanto o chupava. Apesar disso, Rosalvo quase não desviava a atenção da estrada, deserta àquela hora. Quando se aproximou da praça defronte ao Horto, lhe veio a ideia. A estupraria ali, depois soltaria os leões para devorá-la. Não temia os bichos pois já fora cuidador deles. Sabia como amestra-los. Puxou a coroa em direção à grama da praça. Ela foi toda contente, doida para levar aquele rebolo na xoxota. Tiraram a roupa, mesmo sob o perigo de serem flagrados nus, e deitaram-se na relva. Ela veio por cima. No entanto, o diretor começou a agir de forma estranha. Rosnava como um bicho e sua rola ficou maior e mais grossa ainda. Ela sentiu a boceta ser arrombada. Pediu que ele parasse, mas ele continuou a fodê-la. Ela tentou gritar por socorro e ele começou a estrangulá-la.

Quando a viu desfalecer, Rosalvo a virou de bunda pra cima e arrombou também o seu ânus. Só depois que ela estava bastante ensanguentada é que percebeu que a ex-esposa estava morta. Esgueirou-se, ainda nu, até o zoológico e soltou os leões usando as cópias das chaves que tinha. Para a sua surpresa, os animais não tocaram na mulher. Frustrado, ele pegou o taxi e voltou ao local onde o taxista permanecia. Amarrou seu próprio carro ao táxi e rebocou o veículo dali. Deixou-o distante, numa rua erma, desatrelou-o do seu carro e entrou nele. Deixou o táxi abandonado e foi-se embora no seu próprio veículo. Não percebeu que o celular da coroa havia caído no assoalho do táxi. No entanto, o sono foi maior que ele. Adormeceu dentro do carro em um lugar qualquer, longe dali.

Agora, a mulata havia ligado para ele dizendo precisar de ajuda. Iria matar de novo, mas isso não mais o incomodava. Depois, fugiria com ela, já que eram amantes havia anos. A Polícia estava atrás deles. Iria com ela para bem distante de Pernambuco e viveriam felizes para sempre. Vinha guardando um dinheiro no banco e sabia que Moacyra também era cautelosa. Decerto também tinha alguma grana acumulada.

Chegou à casa de praia dela. Reconheceu o carro da mulata parado na frente, junto com outro. Ficou com raiva, pois acreditava que ela estava com um amante ali dentro da residência, esperando que ele o matasse. Tudo bem. Faria isso por ela. Tinha uma cópia da chave da casa dela. Abriu a porta sem fazer barulho. A residência estava às escuras. Acendeu a lâmpada. Quase grita de susto, ao ver o casal de cadáveres sobre a cama. Saiu correndo e deixou a casa aberta. Foi visto por um vizinho de Moacyra, que espionava da própria janela, achando o movimento suspeito na casa àquela hora, mas Rosalvo não lhe deu a devida atenção. O vizinho, no entanto, o tinha reconhecido. Sua imagem estivera na tevê durante todo o dia, com os policiais procurando por ele. Davam recompensa para quem desse informação. O vizinho logo estava ligando para a Polícia, afirmando ter visto o diretor do zoológico e cobrando a sua recompensa.

Rosalvo estava tenso. Ficara sem balas e não pudera atirar no vizinho. Se fora reconhecido pelo cara, não poderia voltar para o trabalho nem para junto da atual esposa. Lembrou-se da casa da coroa que assassinou, sua ex-amante. Sabia que ela morava sozinha. Àquela hora da madrugada, não seria incomodado se fosse para lá. Conseguiu arrombar a porta da casa da ex-esposa sem alarde. Jogou-se na cama. A urgência de dormir era insuportável. Acabara-se a insônia. Pretendia cochilar um pouco. No outro dia, veria o que fazer da sua vida.

No entanto, seria pego no dia seguinte, após diligências feitas pela detetive Ana Mendonça e seu comissário, após denúncia do vizinho da médica. Foi preso pelos assassinatos do sargento Ferreira, da doutora Moacyra, do taxista e da coroa boazuda, sua ex-mulher, em cuja residência foi pego dormindo. O marido corno da médica acabou ficando impune.

FIM DA SÉRIE.

Comentários

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11/10/2018 22:26:39
Obrigado por ler toda a série, rapaz. Infelizmente, esta não agradou muito aos meus leitores, visto a quantidade de leituras e comentários.
11/10/2018 21:04:33
Bom final




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