Casa dos Contos Eróticos


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NA LUZ DO TEU OLHAR 5

NO CAPÍTULO ANTERIOR:

- Sei e isso ai não foi seu irmão que fez essa ruindade com você não?

- Num sei, mas ele é magro num agüenta carregar eu por muito tempo.

Carmem apareceu para retirar os pratos e André aproveitou para perguntar:

- Acharam ele onde?

- Na estrada que passa ali em frente a nossa casa mesmo. Um pouco mais distante, mas nem tava muito.

- E você não sabe quem fez isso?

- Eu até desconfiei que pudesse ser armação de nosso filho mais velho, mas Antonio foi lá e o irmão dele agarantiu que os dois meninos passaram à tarde em casa que nem saíram.

- Isso ta muito estranho Carmem; quem faria uma maldade dessas? A troco de que?

- Isso é que num sei, o fato é que o bichinho ta ai desse jeito agora, todo extrupiado.

- Eu vou descobrir isso, ou não me chamo André.

FIQUEM AGORA COM O CAPÍTULO DE HOJE:

No dia seguinte na tarde de Quarta - Feira André recebeu o pai em casa, eles tomaram um café, e conversaram muito. André contou tudo ao pai com mais detalhes do que se passou e seu pai disse:

- A muito que eu desconfiava que esse rapaz não queria nada com você meu filho. Ele é muito interesseiro da para ver isso nele. Mas, você estava apaixonado por ele; como eu poderia te alertar. Ainda bem que agora você enxergou com seus próprios olhos...

- É isso pai. Foi da pior forma...

- Mas foi preciso filho que fosse assim, pra que você entendesse o que é melhor pra você. Muita coisa ainda vai acontecer na sua vida. Coisas boas e ruins, mas no fim a felicidade sempre vem filho. E você ainda vai ser muito feliz. O choro pode durar uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Você chorou se lamentou por ter amado quem não lhe amou. Mas agora bola pra frente, segue seu destino, e segue seu caminho que logo ali na frente quando você dobrar a esquina vai ter sempre alguém capaz de lhe dar valor e de te fazer feliz de verdade.

- Poxa pai! - Obrigado pelos seus conselhos e por suas palavras de verdade pai.

- Que isso filho, eu só lhe quero bem, só isso.

- Pois então pai, não conte a ninguém que estou por aqui, nem mesmo minha mãe. O senhor sabe o quanto ela é a favor de Felipe, é capaz até de dizer onde estou. Não quero vê-lo tão cedo. Se possível fosse, não quero ver ele nunca mais, pra mim chega de bancar o trouxa.

- Não direi nada filho. Ele já até me ligou querendo saber de você, mas disse que não sabia de você ainda. Mas você sabe que ele não vai desistir tão fácil assim, é bem capaz que ele vá te procurar la no trabalho.

- Eu pensei nisso pai, e queria me afastar um pouco do trabalho. Pelo menos por uns dias.

- Claro meu filho. Temos mais outros advogados, eu pessoalmente cuido de tudo. Fique um tempo por aqui, ou vá fazer uma pequena viagem, se não quiser sair do país, viaje por aqui mesmo. Vá para Salvador, ou quem sabe Fernando de Noronha, interior de Minas...

- Eu prefiro ficar por aqui mesmo na minha casinha nessa paz aqui. Pelo menos por enquanto. Um bom tempo.

- Faça isso meu filho. Suma por uns tempos fique um mês, dois, três... Quanto tempo que você quiser. Seu pagamento será depositado normalmente. Digo a sua mãe que você esta viajando pelo interior a trabalho ou a passeio mesmo. Ela não é de se preocupar com nada, sabendo que você esta bem pra ela é o que importa vez ou outra ligue lá pra casa de um alô para ela, e ela nem vai se importar e assim você se mantém longe desse crápula até que você consiga esquecer ele de vez e voltar renovado para encarar ele de frente.

- Há meu pai, nem sei como lhe agradecer. Estou mesmo pensando em ficar ai por uns dois a três meses fora mesmo.

- Fique o tempo que quiser e precisar, o que me importa é que você fique bem meu filho só isso.

- Obrigado pai.

- Bem, mas agora deixa eu ir porque o caminho é longo.

- Pensei que fosse ficar aqui hoje comigo.

- Não filho, melhor será que eu volte hoje mesmo assim sua mãe nem desconfia de nada, daqui um tempo quando ela pensar que você está viajando eu venho aqui e passo o fim de semana. Para todos os efeitos eu virei pra ver como esta sua casa, enquanto você viaja.

- Boa idéia pai. - Vamos então, eu te acompanho até lá embaixo e me despeço do senhor no portão.

Depois da despedida com o pai, André foi buscar Cleber. E chamou Carmem e disse:

- Você se importa se teu filho ficar aqui comigo direto, pelo menos por esse tempo enquanto ele esta se recuperando, hoje tive que receber meu pai aqui, mas fiquei com o coração apertado de saber que Clebinho estava lá sozinho na sua casa, assim todo machucado.

- Patrãozinho, a mim da um aperto também, sabe como é coração de mãe. E sei que o sinhô é moço bão. Por mim meu menino haverá de ficar aqui, mas preciso di falar cum o pai dele.

- Pois então fale com ele. E depois me diga o que resolveu.

- Antão-se com sua licença...

André se perdeu nos seus pensamentos lembrando de Carmem falando sentado na varanda. Ele percebia que Antonio falava um português um pouco mais certo, mas a sua mulher... Carmem era bem analfabeta coitada, sua linguagem era de um português pobre e precário. Bem se via que mal deve ter aprendido a escrever seu nome. Ele voltou-se dos seus pensamentos quando ouviu a voz de Cleber vindo da sala chamando por ele. Ele foi até Cleber e disse que estava do lado de fora na varanda e convidando o jovem rapaz, levou ele até o lado de fora acomodando ele em uma cadeira ao lado dele. E disse:

- Cleber, você gostaria de morar aqui comigo, de me fazer companhia?

- Seria legal, mas e meus pais, ficar longe deles.

- Como longe? - Você só não vai dormir na casa deles, porque eles trabalham aqui esqueceu? - Você vai estar com eles todos os dias.

- É verdade sim! - Nem tinha ponhado reparo nisso.

- É; "Não tinha reparado nisso". Assim que se fala o certo.

- Como é?

- Repete comigo... (E Cleber repetiu)

- Agora fala o certo sozinho. (E Cleber falou).

- Isso ai muito bem. - Viu como você aprende rápido, vou lhe ensinar muitas coisas você vai ver.

- Agradecido, por tudo André.

- Não precisa agradecer, mas então... Aceita meu convite?

- Cê num vou ficar longe de meus pais...

- Não vai não todo dia eles vão esta aqui com você.

- Há... Então se é assim... - Aceito!

- Que bom.

Carmem voltou e disse que Antonio confiava nele e num via mau nenhum do menino fazer companhia pra ele por um tempo. Assim foi. À tardinha quando Carmem e Antonio iam embora se despediam do filho.

E ele e André ficavam a sós. As noites eram divertidas, André cuidava de Cleber com tanto amor, carinho e dedicação que praticamente já tinha esquecido de Felipe. Os dias se passavam, André resolveu ensinar Cleber a falar corretamente, e também a ter mais independência. Em pouco tempo já era notório a mudança de vocabulário do rapaz. Cleber estava falando e se expressando bem melhor.

Um mês depois, em uma madrugada, André teve um pesadelo acordou assustado e foi ver como estava Cleber, mas no quarto do rapaz ele não estava lá. André se assustou, eram quase três horas da manhã. Ele saiu pela casa escura à procura de Cleber e começou a chamar por ele até que ouviu a voz do rapaz vindo da cozinha respondendo.

Ele foi até lá e viu Cleber bebendo água e perguntou:

- O que você está fazendo?

- Nada, acordei, fui ao banheiro e vim beber um copo de água, me deu cede.

- A ta, ok então... (Respondeu André impressionado por ver que Clebinho estava já se virando bem, e sua ajuda estava servindo, pois ele já se sentia mais acostumado com toda a casa e já conseguia se virar sozinho).

- Bom eu vou voltar pro quarto então, se quiser alguma coisa é só ir lá me chamar.

- Ta bom, só vou acabar de beber essa água aqui e vou pro quarto me deitar.

- tudo bem estou indo então.

André virou-se em direção a sala para ir pro quarto, mas não foi, sentou-se no escuro da sala e ficou esperando Cleber passar. E Cleber passou e parou até a porta do quarto e virou-se para sala e disse:

- André você ta aqui na sala?

André confuso respondeu:

- Estou sim! - Estou sentado aqui no sofá, como você sabe que estou aqui?

- Senti o cheiro do seu perfume vindo dessa direção da sala.

André ainda espantado disse: - Venha até aqui então, senta aqui do meu lado.

Clebinho veio caminhando no escuro até André. E André acendeu a luz do abajur da sala, Cleber tateou pelo sofá e sentou-se ao lado de André falando:

- Você não disse que ia dormir?

- Disse! - Mas acho que perdi o sono e vim aqui para cá um pouco pra pensar. Era mentira, ele veio ver se Cleber ia voltar para o quarto sozinho mesmo, mas ele não quis falar isso para Cleber. E então ouviu Cleber lhe responder:

- É! - Também to sem sono.

André jogou o braço por de traz de Cleber e com seu braço por sobre os ombros dele começou a acariciar a cabeça de Cleber, olhando para ele.

- Esse carinho ta tão bom... (Disse Cleber)

- Gosta?

- Gosto muito...

- Que bom, fico feliz por você gostar do meu carinho.

- Gosto muito, e gosto da sua companhia também, eu fico muito feliz.

- Também fico muito feliz ao seu lado, não sei explicar.

- Nem eu André, parece que meu coração dispara. Nunca senti isso na vida, mas é bom, muito bom.

- Isso é amor, também estou sentindo isso por você.

Clebinho deu um sorriso envergonhado e André num impulso colou seus lábios nos de Cleber. Cleber que não esperava tomou um susto repentino, mas não desgrudou sua boca com a de André e deixou-se ser beijado, naquele singelo beijo de selinho. André então desgrudou sua boca da dele. E disse:

- Gosta?

Cleber ainda tímido disse: - Sim; é bom.

- Já beijou antes?

- Nunca é a primeira vez!

- Não se importa por eu ser homem e te beijar?

- Não, com você eu não me importo não, gostei de beijar na boca.

André sorriu e disse: - Quer beijar de língua então? - Eu te ensino!

- De língua? - Eu quero!

- Faz o mesmo que eu fizer com você, abre sua boca um pouco. -Assim desse jeito...

André segurou Cleber pelo queixo e foi dando um beijo de língua nele. No começo Cleber achou estranho e esquisito a língua de André dentro da boca dele, mas ele fez o mesmo e foi relaxando e sentindo uma coisa boa, seu pau ficou duro feito pedra, seu corpo parece ter ficado quente de um momento para o outro e ele sentiu como se um raio percorresse o corpo dele de baixo para cima. Seu coração batia forte, e sua mão suava de nervoso e êxtase, daquele momento maravilhoso. Era seu primeiro beijo na boca. Quando acabaram, Cleber sorriu ainda encabulado.

André acariciou o rosto de Cleber e disse: - Gostou do seu primeiro beijo?

Cleber respondeu: - Acho que se apaixonei. Falou de um jeito tímido e envergonhado.

E André vendo aquela cena e escutando aquelas palavras puras se emocionou, porque ele viu e sentiu que aquilo era amor verdadeiro e puro, era o que ele tanto sonhava em ter com o safado do Felipe, mas que nunca teve. Aquele menino estava amando ele, estava tendo sentimentos por ele, mesmo ele sendo gordinho e do jeito que era. Aquele menino estava amando ele pelo coração dele e não pelo dinheiro dele.

Ali ele sentiu-se pela primeira vez amado de verdade e também amou de verdade Cleber. Nascia ali na penumbra da luz difusa do abajur da sala um verdadeiro amor puro entre os dois. André estava maravilhado e feliz como uma criança boba que acabava de ganhar o presente que ela mais queria. E então ele respondeu:

- Também me apaixonei por você. Mas acho melhor ir devagar com você meu amor. Melhor ninguém saber disso, e isso fica só entre nós dois, com o tempo agente conta pras pessoas, pros seus pais.

Cleber disse: - Não! - É segredo. - Pode deixar. Mas eu gostei do beijo.

- Quer outro safado? (Disse André rindo).

Cleber rindo de jeito ingênuo disse: - Quero!

E os dois se beijaram novamente.

Passaram se os dias, e toda noite os dois ficavam juntos sozinhos conversando, assistindo TV e se beijando e fazendo carinho. Estava tendo um namoro puro e inocente. Claro que André queria muito mais, mas sabia que ele tinha uma jóia em suas mãos que ele tinha que cuidar e amar com todo carinho do mundo, então ele não avançava o sinal, também dentro de uma semana Cleber faria aniversário e completaria 15 anos. André poderia esperar mais um pouco, ele não tinha pressa. Por outro lado esse amor de Cleber por ele estava dando um novo animo a André. Ele resolveu entrar na dieta e procurou uma academia em uma cidadezinha mais próxima ao pé da serra de Teresópolis. Ele já estava começando a ter perda de peso consideravelmente. E aquilo estava lhe fazendo um bem enorme, mas um mês tinha se passado e André já tinha perdido 7 quilos, ao todo. Nesse meio tempo Cleber ficou totalmente curado das feridas, ficou uma mancha em seu rosto, por ele ser moreno jambo, sua pele ficou de um tom mais claro, também ficou com essa marca nos braços e pernas, mas ainda assim continuava lindo, agora então sendo bem tratado na casa de André, tinha ganhado mas peso, e mais corpo, estava bem saudável, mas bonito e corado, já nem de longe lembrava o menino magro e raquítico que André viu pela primeira vez sentado na porta da humilde casa.

Finalmente chegou o dia do aniversário de Cleber, e André resolveu fazer uma pequena festinha pra comemorar só entre eles ali. No caso, os pais de Cleber, ele, o Cleber e seu irmão se viesse, mas é claro que ele não viria. Já tinha voltado a morar com os pais novamente assim que soube que Cleber estava fora de casa e morando com André. Mas ele deu a desculpa de não esta passando bem para os pais e assim que os pais saíram, ele logo tratou de ir atrás da namorada e levou ele até sua casa para transar com ela. Enquanto os pais estavam comemorando com alegria o aniversário de Cleber, ele estava em casa trepando com a namorada e pouco se importando com o irmão mais novo.

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A felicidade,

O recomeço,

A descoberta do primeiro amor...

O que os olhos não vêem o coração sente. E o coração de Cleber estava sentindo amor pela primeira vez...

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Amados leitores. Obrigado pelas mensagens de vocês e pelo carinho de todos.

Aos amados amigos, estou sem celular no momento, devido a um assalto, mas estou bem... Está tudo bem.

TEM CAPÍTULO NOVO LÁ DE <<<<RAPHAELO>>>>; PODEM IR LÁ E LEREM MEUS AMADOS.

ESTOU RESPONDENDO O COMENTÁRIO DE TODOS, PODEM IR NOS CAPÍTULOS ANTERIORES VEREM AS RESPOSTAS.

BJS DE RENATO MOTA.

E ATENÇÃO:

QUERIDO LEITORES, FIZEMOS UM GRUPO DE ZAP PARA QUE VOCÊS POSSAM CONHECER SEUS ESCRITORES INCLUINDO EU É CLARO, E PARA OS LEITORES SE CONHECEREM, VOU DEIXAR O LINK PARA VOCÊS AI:

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Comentários

16/05/2018 12:37:43
que pena amigo poxa,mas ainda bem que foi só o celular que levaram, o mais importante está contigo que é a sua vida. o mais precioso é a vida, o resto da para correr atrás de novo, já a vida é rara.você está fazendo falta la no grupo, estávamos preocupado e com saudades de ti,mas graças a deus que está tudo bem. capitulo foi maravilhoso clebinho está na melhor fase que é a descoberta das coisas boas da vida como o primeiro amor.
16/05/2018 08:39:34
Que Deus te guie, amigo,curtindo muito o conto.
16/05/2018 02:20:55
Bruninhooo mas é por pouco tempo, logo quando vc menos esperar estarei resurgindo do nada e pertubando vcs. Outro abraço....
16/05/2018 02:06:39
Agora que li que vc foi assaltado.Que pena amigo.Abraços
16/05/2018 01:58:34
Bruninhooo: o PUTA, VC LEU O RECADO QUE DEIXEI NO FINAL DO CONTO PRA VCS? FUI ASSALTADO ESTOU SEM CEL. LOGO ESTAREI DE VOLTA, MANDE BJS PARA TODOS POR MIM....
16/05/2018 01:50:23
Viado tu sumiu.Dê um sinal de vida!!!

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