Casa dos Contos Eróticos


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Elementary - P.2

Um conto erótico de Konan_B
Categoria: Homossexual
Data: 04/08/2014 17:11:03
Última revisão: 04/08/2014 21:21:59
Nota 10.00

CAPÍTULO 2: JÁ CHEGAMOS?

Abri os olhos e senti os raios do sol em minha pele. Olhei em volta com os olhos quase fechados e depois joguei a cabeça no travesseiro novamente já pegando no sono.

- Hizel?- Ouvi alguém batendo à porta.

- Hã? Quem está ai?- Disse levantando a cabeça com os olhos ainda fechados.

- Sou eu, Halon.

- Ah, oi... Halon...- Sentia meu pescoço enfraquecer e minha cabeça dava trancos para traz.

- Está na hora de levantar.

- Hum... Levantar para que?- Passei o pulso em meus lábios limpando um fio de saliva que escorria.

- Temos que ir, o ritual é hoje.

- O ritual...- Minhas paupebras insistiam em não se abrir.- O ritual de que?- Bocejei.

- Da transferência!!!- Gritou irritado me fazendo abrir os olhos de vez.

- O ritual... Ai meu deus!!!- Dei um salto da cama e corri até a porta a destrancando.

- Até que enfim.- Disse ele com os braços cruzados. Halon é um homem jovem, forte e viril.-Tudo que eu nunca iria ser- Era atraente com as mulheres e causava inveja nos homens. Estava por volta dos 32 anos, seus cabelos negros e bagunçados pendiam sobre a testa o dando um ar mais jovem. Ele usava roupas justas e quase sempre com um palito entre os dentes. Dava agonia de ver ele remexendo aquele troço para cima e para baixo toda hora. Ele tinha um jeito brincalhão, quem o via de imediato o acharia um idiota,- e de fato ele é- más era extremamente habilidoso e quando se tratava de um duelo, era praticamente nvencível.

- Ai deus! Estou nervoso...- Falei pondo a mão esquerda sobre o coração acelerado.

- Hum... Relaxa. Vai dar tudo certo.- Ele tirou o palito da boca o apontando para mim.

- Más e se não der?

- Bom, antes tome um banho e coloque uma roupa decente. Porque com essas pernas de fora, você não vai a lugar nenhum.- Ele apontou o palito para baixo e em seguida direcionou seus olhos na mesma direção.

- Ai meu deus!!!- Disse olhando para minhas pernas nuas. Com o susto havia esquecido que só dormia de camisa e cuecas.- Ai meu deus!!!- Gritei de novo olhando para ele, que sorria da minha cara.- Sai!- O empurrei para fora e fechei a porta ouvindo suas gargalhadas no outro lado.

[...]

- Quem você acha que vai me escolher?- Perguntei olhando pela janela. Estávamos em uma carruagem, à caminho da cidade e Halon estava sentado de frente para mim.

- Não sei, é impossível saber.

- Más quem você acha que vai?

- Ah... Já disse que não sei.- Ele me olhou sério.

- Más dá um palpite.

- Ai deus... Eu te amo más as vezes você é irritante!- Eu sorri e fiquei o encarando.- Acho que o ar.

- Ar? Por quê?

- Bom, você é rápido e ágil... Acho que ar seria o mais provável.

- Sério? Só por isso? Quer dizer que se eu corro rápido o meu elemento será o ar, se eu suar muito o meu elemento será a água, se eu for bruto serei a terra, se for...

- Eu não sei! Dá para você calar a boca?!

- Hum... Está bem, desculpe!- Falei virando para o lado e fazendo bico.

- Hizel, eu não queria gritar com você... Más você faz perguntas demais, isso irrita.

- Não vou mais perguntar nada também!

- Más você me desculpa?

- Tanto faz...

- Ok. Vamos aproveitar a viagem, ainda falta muito chão pela frente...- Ele se encostou no pequeno sofá e suspirou.

- A gente já chegou?- Perguntei de imediato me virando para ele.

- Não. A-gente-ainda-não-chegou...- Ele deu ênfase a última palavra passando as mãos no rosto.

- Hum... E agora?

- AI DEUS!!! Será que eu vou ser punido se o jogar para fora dessa carruagem?!!- Disse ele pondo as mãos na cabeça.

O ignorei e pûs a cabeça para fora da janela. Olhei para traz e haviam três homens montados em cavalos brancos. Logo à frente também pude ver que haviam mais três.

- Porque esses homens estão nos seguindo?- Perguntei ao por a cabeça de volta para dentro.

- Eles não estão nos seguindo, são guardas do palácio. Estão fazendo a sua escolta.

- Escolta? Para que necessita disso?

- Você vai se tornar um guardião daqui a algumas horas. Não acha que o rei iria querer acabar com você antes de se tornar um dos piores inimigos dele?

- Me matar?- Falei erguendo uma sobrancelha.

- É. O jeito mais fácil de fazer isso é enquanto você ainda é... Você.- Fez cara de deboche e riu.

- Muito engraçado. Espera só até eu ter meus poderes e você vai ver só uma coisa!- Estreitei os olhos.

Várias horas se passaram desde que saímos do esconderijo de treinamento. Como era um lugar que não podia ser descoberto, ficava bastante longe da cidade e das florestas.

[...]

- A gente já chegou?

- JÁ, A GENTE JÁ CHEGOU!!!- Gritou dando um soco com a mão direita nas paredes da carruagem e com a outra puxou os cabelos.- Como você consegue ser tão irritante, garoto?

- Não sei... É um dom.- Disse sorrindo.

- Não, não é. Isso pode ser qualquer coisa, más não é dom. Essa sua mania me dá nos nervos!

- Não posso fazer nada, é mais forte que eu...- Fiz cara de cachorro abandonado.- Me perdoa?

- Pelo que?- Ele bufou relaxando no banco.

- Por ser assim...

- Ah... Tudo bem, esquece. Olha...- Disse ele apontando para fora.

Quando pûs a cabeça na janela, me deparei com uma cena incrível.

Era Hounturan. A cidade que tanto sonhei em conhecer desde que me entendo por gente. Era gigantesca.

Paramos à frente de um enorme portão de aço e alguns soldados que faziam a guarda se aproximaram.

Eles falaram algo, os que nos acompanhavam e vieram até a carruagem.

Um deles pôs a cabeça perto da janela, me fazendo recolher a minha. Ele olhou para Halon e em seguida direcionou seus olhos a mim.

- Seus nomes, por favor?

- Halon e Hizel.- Disse Halon calmo.

- Ok. Podem passar...- Ele fez sinal para que abrissem os portões e a carruagem prosseguiu.

- Eles não sabiam que viriamos?- Perguntei após passarmos pelo portão.

- É claro que sabiam. Más é necessário perguntarem os nomes e checar quem são os passageiros, afinal, não vão querer que impostores do rei penetrem a cidade.

- Hum...- Olhei novamente pela janela e pude ver algumas casinhas, eram simples más lindas.

Reparei também que não haviam pessoas pelas ruas, por onde se olhasse, estava totalmente deserto.- Onde estão os moradores daqui?- Ele me olhou sem humor e suspirou apoiando a cabeça na parede.

- Logo você saberá...

- Hum...- Bufei afundando no pequeno sofá.

A carruagem seguiu mais alguns metros e ao passarmos por uma encruzilhada, pude ouvir alguns murmurios.

- O que é isso?- Me enclinei em direção à janela.- Parecem gritos...- Direcionei o olhar à ele esperando sua resposta. Más ele apenas acenou com a cabeça e se levantou.

- Vamos.- A carruagem parou, ele abriu a porta e a segurou para que eu saísse. Ao descer pude ver melhor toda a extensão daquele lugar. Era totalmente diferente do que eu sempre imaginei. Haviam árvores por todos os lados, várias casas de madeira, algumas por cima das outras, e bandeiras de todas as cores penduradas pelas ruas. Era um lugar aconchegante.- Venha...- Ele estendeu a mão esquerda e quando eu a segurei, ele saiu me puxando rápido em direção à um enorme muro cheio de musgo.

- Más o que...- Quando ia perguntar ele fez sinal com o dedo indicador nos lábios, me mandando ficar quieto.

Ele encostou o rosto no muro como se estivesse ouvindo algo, sussurrou algumas palavras em uma língua estranha, e então se afastou.

Como se o muro derretesse, um enorme buraco se abriu à nossa frente e pude ver um túnel escuro adiante.

Ele me puxou para dentro e ao olhar para trás, vi que alguns dos guardas nos seguiam.

Andamos por um bom tempo e aquele túnel parecia não ter fim.

- Halon, eu estou cansado de andar!- Imediatamente um eco passou por toda a extensão do local e senti ele apertar minha mão com força me punindo.- Ai, isso dói.- Tentei sussurrar más sem tirar o tom reprovador da voz.

- Fique quieto, já estamos quase lá.- Bufei e continuei andando sem ânimo.

[...]

- Pronto. Finalmente chegamos...- Disse Halon soltando minha mão.

- Graças à deus! Eu não aumentava mais andar!- Alguns guardas riram baixo e Halon fez o mesmo. Os ignorei e segui até a luz que se fazia mais adiante.- Onde estamos?

- Está no castelo da rainha.- Uma voz doce soou em meus ouvidos. Parecia a voz de um anjo... Logo em seguida uma moça alta e extremamente bela apareceu na extremidade do túnel. Ela usava um enorme vestido azul e seus longos cabelos dourados pendiam sobre o ombro direito. Seu rosto era tão angelical quanto seu modo de se mover. Parecia que seu corpo se deixava ser levado pelo fraco vento que pairava por ali.

Passei o olhar pelo local por alguns segundos, e vi que estávamos em uma enorme sala vazia. As paredes eram feitas de um tipo de cristal avermelhado e as portas e janelas do cristal mais transparentes que eu já havia visto.

- Dama da água, trago aqui um dos herdeiros dos cristais celestiais. O deixo em seus cuidados.- Disse Halon se ajoelhando à frente da bela mulher.

Ela não disse nada, apenas sorriu e se curvou levemente.

- Estávamos à sua espera, foi o último a chegar.- Uma outra moça adentrou o local. Essa era o extremo oposto da que se posisionara à minha frente. Tinha os cabelos presos em um rabo de cavalo torto, usava óculos gigantescos que cobriam quase todo seu rosto e umas roupas estranhas de pele de um bicho ao qual eu não soube distinguir.

- Alanis, que bom que veio. Preciso me juntar aos outros, você pode levá-lo até o local da cerimônia?- Disse a bela mulher dando alguns passos em direção à porta.

- Claro, senhora. O levarei agora mesmo.- Ela se curvou e veio apressada até mim enquanto a outra saia da sala.- Muito bem, seu nome?- Ela me olhava por cima dos óculos segurando uma agenda e uma caneta de pena de pavão entre os dedos.

- Hizel...- Respondi sem jeito.

- Ok.- Ela riscou algo no caderno e virou-se de costas.- Siga-me.- Olhei para Halon e ele sorriu.

- Você não vem?

- Não. Nos veremos depois, agora vai...

- Halon, eu estou com medo...- Confessei o abraçando.

- Ei, vai dar tudo certo. Não há razão para ter medo.- Levantei a cabeça o olhando nos olhos e limpei um filete de lágrimas que já escorriam em meu rosto.- Anda, vai logo. Eu estarei lá te observando e passando força. Tenho certeza que vai se sair bem.- Ele depositou um beijo em minha testa e tirou os cabelos que caiam em meus olhos.

Sem dizer nada, apenas me afastei devagar e cruzei a porta serrando os punhos, tentando amenizar o nervosismo.

Depois de andar alguns metros, a moça à minha frente parou em uma porta ao lado direito do corredor e a abriu, deixando espaço para que eu passasse.

- Aqui estão suas vestimentas. Troque de roupa rápido, não temos muito tempo. Já adiamos demais o horário do ritual por sua causa.- Ela jogou todas essas palavras na minha cara sem o menor pudor. Sua expressão era seria e ameaçadora, dava arrepio só de encara-la.

- Ok!- Quase cuspi na cara dela ao passar pela porta.

Logo após ela fechar as portas, olhei pelo local e havia um pacote jogado em cima de uma cama com colchas vermelho-sangue. Me aproximei e desembrulhei o pacote; ao abri-lo, me deparei com um manto branco e as outras peças da mesma cor.

Me vesti rápido e em seguida sai do enorme quarto.

Engraçado como ali tudo era ENOORME. Obviamente por ser o castelo da rainha, más, a maioria dos cômodos eram gigantescos e não tinham quase nada. Na minha opinião, um total desperdício. Acho que cada uma daquelas salas dariam uma casa pequena, tudo bem, não seria muito confortável e espaçoso, más acalantariam perfeitamente duas pessoas.

A mulher me esperava do lado de fora encostada em uma das paredes, e ao me ver, deu uma bufada em sinal de insatisfação e passou à minha frente me fazendo a seguir novamente.

Assim fiz por alguns metros, até chegarmos à uma porta de aço grande, à esquerda do corredor. Parecia tudo quieto, não havia um ruído sequer, nem mesmo uma simples brisa tinha ali. Foi então que ela bateu levemente na porta e logo em seguida ela rangeu e se abriu.

Ao sentir o fraco sol das três da tarde em meu rosto, meu coração quase saiu pela boca.

Era uma arena gigante repleta de pessoas pintadas de várias cores diferentes, bandeiras, apitos, tambores, tudo que fizesse barulho ou chamasse a atenção estava ali.

Eles gritavam freneticamente em minha direção e apitavam jogando coisas ao alto, era assustador.

"É exatamente como Halon me disse..."- Pensei comigo mesmo ao por uma das mãos na testa, na tentativa de amenizar a claridade.

- Rápido, ele precisa se posicionar!- Falou um rapaz surgindo ao meu lado. Ele possuía cabelos castanhos e barba rala que o deixava muito sexy... O que?! Que coisa foi essa que eu disse?

Como assim? Eu estava mesmo achando outro homem sexy? Sim. Eu estava. Não sei porque e nem como, más eu achei sim. Ele estava com uma roupa branca, parecida com a de um cavaleiro, os detalhes eram em dourado e reparei que ele usava uma coroa.

- Ele já está pronto.- Alanis me empurrou acima de alguns degraus e logo me vi no início de uma longa ponte. A altura e os gritos abaixo me deixaram tonto e senti que iria desmaiar a qualquer segundo. Foi ai que senti alguém me segurar pelos ombros e então caí ajoelhado.

Firmei os olhos na pessoa e vi o belo homem me segurando em seu colo. Seus olhos azuis me ficavam de uma maneira estranha, era algo diferente, eu me sentia diferente. Era algo que eu não sabia descrever...

Continua...

Comentários

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  • Desejo receber um e-mail quando um novo comentario for feito neste conto.
04/08/2014 21:10:58
Curti mesmo! Tem mais ainda hj? :) bem detalhado e nos faz viajar
04/08/2014 20:51:21
Muito bom esse conto vou acompanhar...
04/08/2014 19:25:30
Muito bom! Continua!
04/08/2014 18:28:12
bom




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